Arte

A beleza por trás das telas

Por Isadora Cunha

12/09/2026 10:37

O que vem à sua mente quando você pensa em beleza?


Nas telas, nas revistas e principalmente nas redes sociais, a beleza muitas vezes aparece como se fosse algo simples, basta encontrar o corpo, o rosto ou o estilo certo. Com isso, nosso subconsciente já nos faz ter essa ideia de beleza ultrapassada, de uma mulher “sem defeitos”.


Mas será que é realmente tão simples assim?


Durante muito tempo, foi criada a ideia de que existe uma aparência ideal. Para as mulheres, isso muitas vezes significa ser jovem, magra e bonita, mas sem parecer que se esforçou para isso. É como se fosse permitido envelhecer, mas não parecer velha. 


A Substância, longa protagonizado por Demi Moore, transforma justamente o medo do envelhecimento em história. O filme mostra até onde alguém poderia ir para recuperar uma versão mais jovem e considerada “perfeita” de si mesma. E fora das telas, Demi Moore já falou sobre as pressões que enfrentou em relação à aparência e ao envelhecimento, fazendo um paralelo com sua personagem. Mas essa cobrança não está apenas no envelhecimento, você pode perceber isso quando Megan Fox passou anos sendo extremamente sexualizada pela indústria e pelo público, enquanto Ariana Grande já precisou responder a comentários sobre seu corpo nas redes sociais.


Esses acontecimentos não ficam somente no exterior, também acontecem no Brasil. A atriz Paolla Oliveira já falou sobre a pressão estética que enfrentou durante sua carreira, mostrando que essa cobrança está muito mais próxima de nós do que parece.


Então, se até pessoas consideradas bonitas precisam mudar para continuar sendo admiradas, quando alguém finalmente chega ao “suficiente”? A cada momento surge um novo padrão, uma nova tendência e uma nova comparação. E nós acompanhamos tudo em tempo real, antes, eram as revistas, hoje, basta abrir o celular. Isso fica ainda pior quando nós, jovens, já crescemos com esse “padrão de beleza” impregnado em nossas mentes, principalmente quando notamos que muitas séries, filmes e a indústria em geral, mostram essa ideia doida do ser bonito, e do inalcançável.  O problema não é querer mudar, mas sim acreditar que precisamos mudar para sermos suficientes.


No fim, corpos mudam, rostos mudam e pessoas mudam, talvez a beleza não tenha prazo de validade. Talvez nós apenas tenhamos aprendido a tratá-la como se tivesse.